Jaqueline Roriz, filha de Joaquim Roriz, é aquela que foi flagrada recebendo dinheiro em espécie de Durval Barbosa, fato que veio à tona no início deste ano. Foi acusada de quebra de decoro parlamentar.
Veja esta reportagem do Jornal Nacional que mostra o vídeo em que Jaqueline recebe o dinheiro: http://www.youtube.com/watch?v=w_uggkMEHx0&feature=related
Nesta semana, o plenário da Câmara dos Deputados arquivou o processo de cassação em votação secreta pelo placar de 265 votos contra a cassação, 166 votos a favor e 20 abstenções (incluída aqui a própria Jaqueline).
Nem vale a pena comentar a indignação pela "absolvição" dela. Independente do momento em que aconteceu o fato e do motivo, ela "É" uma criminosa, já que ela mesma admitiu ter recebido aquele dinheiro. Não consigo aceitar que o nosso parlamento seja uma casa que acolhe criminosos!!!
Mas o que também veio à tona é a questão da votação secreta. Uma pergunta fica no ar:
se a votação fosse aberta, a Sra. Jaqueline seria absolvida????
Muito provavelmente não. Então veio uma ideia à minha cabeça vendo a reportagem do CQC quando a Monica disse algo como "o deputado que declarou o voto [na entrevista], votou a favor da cassação; se não declarou o voto, votou contra a cassação".
É justamente este levantamento, dos deputados que declararam seu voto e dos que não declararam seu voto, que estou propondo aqui!!!
Fiz uma tabela com os 513 deputados federais com algumas colunas: 1) nome; 2) partido; 3) qtde de votos; 4) estado; 5) qual é a minha suspeita atual da orientação do voto do(a) deputado(a): contra ou a favor da cassação, ou ainda abstenção; 6) confirmação do voto contra, a favor ou abstenção; 7) a justificativa da minha suspeita para preencher a coluna 5.
Na coluna justificativa, coloquei as seguintes razões para o voto do parlamentar:
- sem justificativa: não se enquadrou em nenhuma outra justificativa, portanto votou contra a cassação;
- orientação do partido: alguns partidos, principalmente os de oposição, orientaram sua bancada a votar a favor da cassação;
- discurso em plenário: o deputado Reguffe (PDT - DF) e a deputada Érika Kokay (PT - DF) discursaram em plenário na sessão de votação da cassação e declararam abertamente seus votos a favor da cassação;
- nota emitida: o deputado Romário de Souza Faria (PSB - RJ) publicou uma nota em que afirma ter votado a favor da cassação.
GOSTARIA QUE VOCÊS ME AJUDASSEM A CORRIGIR A TABELA. SE SOUBEREM DO VOTO DE ALGUM PARLAMENTAR QUE SEJA DIFERENTE DA TABELA, POR FAVOR COMENTEM ABAIXO O VOTO CORRETO.
Enfim, abaixo a tabela com todos os deputados como cada um votou em minha suposição até o dia de hoje:
Aguardo o comentário de vocês.....
terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Anders Behring Breivik: Como surgiu este monstro? Dá para evitá-lo?
O primeiro mundo está sendo envenenado pelo próprio veneno. A globalização, que prega a queda das fronteiras, inicialmente as econômicas e comerciais (assim era o objetivo das empresas que buscavam novos mercados e mão-de-obra mais barata), agora também é das fronteiras culturais, raciais e religiosas. A globalização de todas as fronteiras é inevitável com a tecnologia atual, a facilidade de comunicação, o trânsito livre de capitais e mercadorias e a migração de pessoas devida principalmente às desigualdades de qualidade de vida entre países.
Mesmo no Brasil e nos EUA, que se formaram com imigrações de vários países e portanto com a miscigenação de povos, o preconceito entre raças é grande. Loucos têm em todo lugar do mundo, mesmo em países mais desenvolvidos. E esses loucos, quando pressionados como, por exemplo, falta de emprego (ocupado por um imigrante) e também pelo convívio por práticas culturais diferentes, têm atitudes totalmente fora dos padrões, até desumanas. O que fazer?
(1) Reduzir diferenças mundiais: países ricos e grandes empresas deveriam investir na melhoria da qualidade de vida da população e trabalhadores de países subdesenvolvidos e assim tentar reduzir a migração;
(2) Evitar tensões culturais, raciais e religiosas: os governos que recebem imigrantes devem fazer campanhas para acolhê-los no sentido de mostrar à sua população a riqueza da cultura dos povos que estão imigrando e demonstrar que as diferenças são importantes e construtivas para os seus países;
(3) Medidas paliativas: proibir o comércio de armas, criminalizar a demonstração de xenofobia e radicalismos políticos, raciais ou religiosos.
Na verdade, uma nova ordem mundial está surgindo. São naturais as tensões para a mudança e vamos ainda ver mais atitudes insanas como a deste norueguês, até que um novo equilíbrio seja alcançado. Esta nova ordem enaltecerá a preservação da Terra e terá uma hierarquia mundial de gerenciamento de políticas globais e locais para que se diminuam as diferenças e melhore a qualidade média de vida da população no planeta.
Mesmo no Brasil e nos EUA, que se formaram com imigrações de vários países e portanto com a miscigenação de povos, o preconceito entre raças é grande. Loucos têm em todo lugar do mundo, mesmo em países mais desenvolvidos. E esses loucos, quando pressionados como, por exemplo, falta de emprego (ocupado por um imigrante) e também pelo convívio por práticas culturais diferentes, têm atitudes totalmente fora dos padrões, até desumanas. O que fazer?
(1) Reduzir diferenças mundiais: países ricos e grandes empresas deveriam investir na melhoria da qualidade de vida da população e trabalhadores de países subdesenvolvidos e assim tentar reduzir a migração;
(2) Evitar tensões culturais, raciais e religiosas: os governos que recebem imigrantes devem fazer campanhas para acolhê-los no sentido de mostrar à sua população a riqueza da cultura dos povos que estão imigrando e demonstrar que as diferenças são importantes e construtivas para os seus países;
(3) Medidas paliativas: proibir o comércio de armas, criminalizar a demonstração de xenofobia e radicalismos políticos, raciais ou religiosos.
Na verdade, uma nova ordem mundial está surgindo. São naturais as tensões para a mudança e vamos ainda ver mais atitudes insanas como a deste norueguês, até que um novo equilíbrio seja alcançado. Esta nova ordem enaltecerá a preservação da Terra e terá uma hierarquia mundial de gerenciamento de políticas globais e locais para que se diminuam as diferenças e melhore a qualidade média de vida da população no planeta.
sábado, 30 de julho de 2011
Vale a pena dar asilo para o Battisti?
O Brasil lutou muitos anos para se tornar uma democracia com instituições em pleno funcionamento. A esta, se seguiu uma outra luta para se inserir em um ambiente mundial de normalidade de relações multilaterais político-economico-comerciais.
Trocando em miúdos: nos esforçamos muito para conseguir manter relações com outros países em igualdade de condições, nos inserindo em fóruns internacionais e fazendo acordos bi ou multilaterias, após a fase negra da ditatura militar no país que denegriu e manchou a reputação do país.
Assim, o povo brasileiro não quer ficar FORA DO MUNDO!!!
Segundo: como não queremos que nossa soberiania seja aviltada, da mesma forma temos a responsabilidade e a obrigação de envidar todos os esforços para garantir a soberania de países que tenham a mesma normalidade de instituições que o Brasil. No caso: Battisti é um italiano que foi condenado pela justiça italiana por crimes na Itália contra italianos..... Afinal, qual soberania está sendo aviltada neste evento??
Não é uma discussão de direita ou esquerda. Não entro no mérito se Battisti cometou crimes sob a égide de luta política. Meu ponto é que devemos cumprir os acordos entre as nações para que a imagem do Brasil novamente não seja ligada a de uma republiqueta com desmandos vindo de posições autocráticas e ideológicas. Se efetivamente o Brasil tem algo a dizer, que vá dizer em fóruns adequados para defender suas posições no caso Battisti.
O QUE SERÁ DO BRASIL COM DILMA?
Comentário no Estadão - 14/09/2010
A disputa pela Presidência está polarizada entre Dilma e Serra. Na verdade, segundo as últimas pesquisas de opinião, a disputa será unipolar, se é que existe uma disputa somente com um polo. Mas se confirmando a vitória da Dilma, como será o governo dela? Ela terá a habilidade e força para controlar a ânsia da esquerda petista em transformar o governo em sede do PT e para peitar o avanço do PMDB nos principais cargos de órgãos e empresas estatais?
A Dilma, pelo seu passado voltado para a luta armada revolucionária, tem uma ligação muito forte com os radicais de esquerda, tem como ideologia o controle absoluto dos meios de produção e de comunicação. Apesar de não ser um membro histórico do PT, tem mais sintonia com algumas vertentes marxistas do PT do que o lado liberal. E foi o lado liberal do PT que conseguiu continuar as importantes mudanças que o governo FHC realizou. No Ministério da Fazenda, o Lula colocou o Palocci e no Banco Central, o Henrique Meirelles, que era deputado federal do PSDB por Goiás. Manteve as principais linhas liberais na gestão da economia: controle da inflação, controle dos gastos, Banco Central autônomo para garantir a moeda, cambio flexível. Portanto, não há garantia de que a Dilma mantenha a atual política econômica.
Ao longo do governo Lula, os principais líderes que poderiam suceder-lhe foram caindo pelo caminho: Dirceu, Genoino, Gushiken, Palocci. Todos caíram devido a escândalos no uso da máquina pública em proveito do partido e até próprio, como, por exemplo, o mensalão. A ecorradical Marina Silva também foi colocada de lado. Nenhum outro líder conseguiu aparecer, primeiro, porque o próprio Lula se fez tão iluminado que todos ficaram à sua sombra e, segundo, porque o PT carece de representantes para ocupar o cargo de presidente da República.
Assim, a Dilma foi escolhida porque, na verdade, não tem passado político, seria fácil colar a figura de Lula nela, afinal, ela não tem cara, não tem identidade na política. Isso pode ser bom para competir na eleição, mas esta falta de experiência política será péssima para a gestão. Além do mais, as alianças políticas são as piores possíveis. Algo até inimaginável: o PT, que subiu ao poder pregando a ética na política, hoje está associado a Sarney, Collor e Renan Calheiros, representantes das principais oligarquias políticas do Brasil coronelista. A estratégia de poder do PT não é mais ideológica, e sim fisiológica. Tudo é uma tática para ocupar o poder (e não exercê-lo, que é a função de quem é eleito).
E talvez o pior de tudo sejam os candidatos a senador, a deputado federal e estadual. Imagina a qualidade das decisões do Legislativo com Netinho no Senado, Tiririca na Câmara Federal e ainda Mulher Melancia, entre outros. É tudo o que um governo neoditatorial (ditadura pela democracia) deseja, um Legislativo sem força alguma, subserviente aos comandos do Planalto Central.
Eu desejo que políticos de qualidade, com respeito à ética e principalmente puros democratas, sejam eleitos agora em outubro. Não podemos deixar o Brasil virar uma Venezuela, onde não existe mais o direito a opinião, a economia está em frangalhos, a classe empresarial está fugindo do país e, por fim, o povo necessitado está ficando órfão. O Brasil melhorou muito, mas ainda não somos um povo politicamente educado. Ainda acreditamos no assistencialismo como resposta única aos problemas dos pobres, deixamo-nos dirigir por líderes carismáticos, e não por líderes eficientes. Estas características definem o povo brasileiro ainda na infância de um aculturamento político.
Eu desejo alternância no poder. A troca de partidos no comando do governo é muito salutar, pois evita ditaduras escondidas, reduz a corrupção, enfatiza a competência e torna o Estado mais eficiente. O funcionário público, desta forma, é mais técnico do que político, pois o torna independente do partido que está no governo e assim foca nas principais necessidades do seu cliente, que é o povo brasileiro.
Comemorei a eleição do Lula. Foi uma demonstração de que as instituições democráticas no Brasil estavam sólidas quando o povo colocou na cadeira de Presidente da República um operário sem nenhuma preparação escolar e de passado combativo ao regime militar. Fiquei mais feliz ainda quando o governo Lula continuou com programas corretas do governo FHC, afinal, precisávamos de continuidade para atingir a estabilidade. Os programas iniciais assistencialistas também tinham um apelo interessante, desde que usado com critério.
Mas fico muito preocupado quando vejo atitudes que querem quebrar esta conquista do povo brasileiro. Algumas dessas atitudes: a proposta de nova lei da imprensa que foi publicada pelo PT, a redução da autoridade do TCU, o aparelhamento de órgãos como Polícia Federal e, principalmente, a tática empregada por regimes de força, que é a propaganda estatal baseada em verdades criadas (como a tal herança maldita do governo FHC). E ainda a estratégia da política externa de aproximação diplomática com regimes nitidamente autoritários: Venezuela, Irã, Guiné Equatorial.
Fico preocupado quando as políticas assistencialistas estão servindo para "deseducar" o povo de uma visão crítica da política, quando estes programas servem para cegar a opinião de pessoas humildes. Sou da opinião de que se deve ensinar a pescar, e não dar o peixe. Sim, o índice de desemprego no Brasil caiu, o que nos leva a concluir que tem mais gente pescando do que antes. Mas temos que analisar de forma qualitativa estas informações. Qual foi a real contribuição do governo Lula nesta área? A economia absorveu mais mão de obra porque a economia mundial cresceu muito nos últimos anos (Lula não foi o responsável por isso), e o Brasil estava preparado para não perder este crescimento (preparado pelo FHC, com moeda estável, mercado bancário sólido e bons fundamentos para cumprir contratos). Muito havia o que fazer, muito foi feito e muito ainda há por fazer. Agora, quais foram os resultados dos programas assistencialistas? Quais famílias assistidas subiram de classe social por terem conseguido emprego?
Herança maldita é o resultado de décadas de más administrações. FHC foi o início da virada. Lula teve o mérito de dar continuidade à estabilidade e fez melhorias para consolidá-la. Portanto, afirmar que o governo Lula vem de uma herança maldita é, no mínimo, injusto, e com certeza é não reconhecer que alicerces estavam instalados. A atitude de falar desta herança é como a expressão popular "cuspir no prato onde comeu".
Não vi nada de novo no governo Lula. O melhor foi a continuidade. O pior foi o aparelhamento do Estado, os escândalos de corrupção e a total decepção com a ética. Eu quero a continuidade da política econômica. Eu quero o fim do uso do governo em proveito do que não seja única e exclusivamente do interesse do povo, do crescimento do País, da melhoria da qualidade de vida.
Por isso, minha conclusão é que Dilma não é a melhor opção. Não tenho certeza de que ela irá continuar o que está bom, que é a condução neoliberal da economia; e a corrupção e a falta de ética irão permanecer. Veja nos jornais que José Dirceu já está querendo a Casa Civil e os Ministérios da área econômica. Eles vão voltar....
Fabio Barnes fabiobarnes@hotmail.com
São Paulo
A disputa pela Presidência está polarizada entre Dilma e Serra. Na verdade, segundo as últimas pesquisas de opinião, a disputa será unipolar, se é que existe uma disputa somente com um polo. Mas se confirmando a vitória da Dilma, como será o governo dela? Ela terá a habilidade e força para controlar a ânsia da esquerda petista em transformar o governo em sede do PT e para peitar o avanço do PMDB nos principais cargos de órgãos e empresas estatais?
A Dilma, pelo seu passado voltado para a luta armada revolucionária, tem uma ligação muito forte com os radicais de esquerda, tem como ideologia o controle absoluto dos meios de produção e de comunicação. Apesar de não ser um membro histórico do PT, tem mais sintonia com algumas vertentes marxistas do PT do que o lado liberal. E foi o lado liberal do PT que conseguiu continuar as importantes mudanças que o governo FHC realizou. No Ministério da Fazenda, o Lula colocou o Palocci e no Banco Central, o Henrique Meirelles, que era deputado federal do PSDB por Goiás. Manteve as principais linhas liberais na gestão da economia: controle da inflação, controle dos gastos, Banco Central autônomo para garantir a moeda, cambio flexível. Portanto, não há garantia de que a Dilma mantenha a atual política econômica.
Ao longo do governo Lula, os principais líderes que poderiam suceder-lhe foram caindo pelo caminho: Dirceu, Genoino, Gushiken, Palocci. Todos caíram devido a escândalos no uso da máquina pública em proveito do partido e até próprio, como, por exemplo, o mensalão. A ecorradical Marina Silva também foi colocada de lado. Nenhum outro líder conseguiu aparecer, primeiro, porque o próprio Lula se fez tão iluminado que todos ficaram à sua sombra e, segundo, porque o PT carece de representantes para ocupar o cargo de presidente da República.
Assim, a Dilma foi escolhida porque, na verdade, não tem passado político, seria fácil colar a figura de Lula nela, afinal, ela não tem cara, não tem identidade na política. Isso pode ser bom para competir na eleição, mas esta falta de experiência política será péssima para a gestão. Além do mais, as alianças políticas são as piores possíveis. Algo até inimaginável: o PT, que subiu ao poder pregando a ética na política, hoje está associado a Sarney, Collor e Renan Calheiros, representantes das principais oligarquias políticas do Brasil coronelista. A estratégia de poder do PT não é mais ideológica, e sim fisiológica. Tudo é uma tática para ocupar o poder (e não exercê-lo, que é a função de quem é eleito).
E talvez o pior de tudo sejam os candidatos a senador, a deputado federal e estadual. Imagina a qualidade das decisões do Legislativo com Netinho no Senado, Tiririca na Câmara Federal e ainda Mulher Melancia, entre outros. É tudo o que um governo neoditatorial (ditadura pela democracia) deseja, um Legislativo sem força alguma, subserviente aos comandos do Planalto Central.
Eu desejo que políticos de qualidade, com respeito à ética e principalmente puros democratas, sejam eleitos agora em outubro. Não podemos deixar o Brasil virar uma Venezuela, onde não existe mais o direito a opinião, a economia está em frangalhos, a classe empresarial está fugindo do país e, por fim, o povo necessitado está ficando órfão. O Brasil melhorou muito, mas ainda não somos um povo politicamente educado. Ainda acreditamos no assistencialismo como resposta única aos problemas dos pobres, deixamo-nos dirigir por líderes carismáticos, e não por líderes eficientes. Estas características definem o povo brasileiro ainda na infância de um aculturamento político.
Eu desejo alternância no poder. A troca de partidos no comando do governo é muito salutar, pois evita ditaduras escondidas, reduz a corrupção, enfatiza a competência e torna o Estado mais eficiente. O funcionário público, desta forma, é mais técnico do que político, pois o torna independente do partido que está no governo e assim foca nas principais necessidades do seu cliente, que é o povo brasileiro.
Comemorei a eleição do Lula. Foi uma demonstração de que as instituições democráticas no Brasil estavam sólidas quando o povo colocou na cadeira de Presidente da República um operário sem nenhuma preparação escolar e de passado combativo ao regime militar. Fiquei mais feliz ainda quando o governo Lula continuou com programas corretas do governo FHC, afinal, precisávamos de continuidade para atingir a estabilidade. Os programas iniciais assistencialistas também tinham um apelo interessante, desde que usado com critério.
Mas fico muito preocupado quando vejo atitudes que querem quebrar esta conquista do povo brasileiro. Algumas dessas atitudes: a proposta de nova lei da imprensa que foi publicada pelo PT, a redução da autoridade do TCU, o aparelhamento de órgãos como Polícia Federal e, principalmente, a tática empregada por regimes de força, que é a propaganda estatal baseada em verdades criadas (como a tal herança maldita do governo FHC). E ainda a estratégia da política externa de aproximação diplomática com regimes nitidamente autoritários: Venezuela, Irã, Guiné Equatorial.
Fico preocupado quando as políticas assistencialistas estão servindo para "deseducar" o povo de uma visão crítica da política, quando estes programas servem para cegar a opinião de pessoas humildes. Sou da opinião de que se deve ensinar a pescar, e não dar o peixe. Sim, o índice de desemprego no Brasil caiu, o que nos leva a concluir que tem mais gente pescando do que antes. Mas temos que analisar de forma qualitativa estas informações. Qual foi a real contribuição do governo Lula nesta área? A economia absorveu mais mão de obra porque a economia mundial cresceu muito nos últimos anos (Lula não foi o responsável por isso), e o Brasil estava preparado para não perder este crescimento (preparado pelo FHC, com moeda estável, mercado bancário sólido e bons fundamentos para cumprir contratos). Muito havia o que fazer, muito foi feito e muito ainda há por fazer. Agora, quais foram os resultados dos programas assistencialistas? Quais famílias assistidas subiram de classe social por terem conseguido emprego?
Herança maldita é o resultado de décadas de más administrações. FHC foi o início da virada. Lula teve o mérito de dar continuidade à estabilidade e fez melhorias para consolidá-la. Portanto, afirmar que o governo Lula vem de uma herança maldita é, no mínimo, injusto, e com certeza é não reconhecer que alicerces estavam instalados. A atitude de falar desta herança é como a expressão popular "cuspir no prato onde comeu".
Não vi nada de novo no governo Lula. O melhor foi a continuidade. O pior foi o aparelhamento do Estado, os escândalos de corrupção e a total decepção com a ética. Eu quero a continuidade da política econômica. Eu quero o fim do uso do governo em proveito do que não seja única e exclusivamente do interesse do povo, do crescimento do País, da melhoria da qualidade de vida.
Por isso, minha conclusão é que Dilma não é a melhor opção. Não tenho certeza de que ela irá continuar o que está bom, que é a condução neoliberal da economia; e a corrupção e a falta de ética irão permanecer. Veja nos jornais que José Dirceu já está querendo a Casa Civil e os Ministérios da área econômica. Eles vão voltar....
Fabio Barnes fabiobarnes@hotmail.com
São Paulo
quinta-feira, 21 de abril de 2011
O Brasil não tem oposição. Será que precisa???
Recentemente, FHC publicou o artigo “O Papel da Oposição” que fez governistas e oposicionistas discursarem muito sobre seus papéis na sociedade. Infelizmente nada saiu de bom desta discussão. Somente apoiaram ou criticaram se o foco da mensagem de seus partidos deveria ser o povo ou as “novas classes possuidoras”.
O Brasil não tem oposição hoje. A maioria é governo, portanto também não tem governo. Não existem diferenças ideológicas entre os políticos atuais, e pior são na maioria fisiológicos, e irão migrar para o governo.
O Brasil não tem oposição hoje. A maioria é governo, portanto também não tem governo. Não existem diferenças ideológicas entre os políticos atuais, e pior são na maioria fisiológicos, e irão migrar para o governo.
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